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	<title>Greenvision &#187; Blog</title>
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	<description>Blog da produtora Greenvision - Belém/PA</description>
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		<title>Mais sobre o tecnobrega</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 20:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[greenvision]]></category>

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		<description><![CDATA[Criado em estúdios precários e improvisados e vendido ao grande público através de discos piratas e gravações caseiras, o tecnobrega é a trilha sonora oficial da periferia de Belém do Pará.
A música das  festas de aparelhagem, dos balneários populares, das feiras livres,  dos bares e dos salões de dança de terra batida e teto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criado em estúdios precários e improvisados e vendido ao grande público através de discos piratas e gravações caseiras, o tecnobrega é a trilha sonora oficial da periferia de Belém do Pará.<span id="more-17"></span></p>
<p>A música das  festas de aparelhagem, dos balneários populares, das feiras livres,  dos bares e dos salões de dança de terra batida e teto de zinco. O som<br />
que define parte de uma cidade, o seu lado menos visível, mas nem por isso menos importante.</p>
<p>Como qualquer movimento cultural que nasce do underground para depois atingir as massas, o tecnobrega vive de acordo com as suas próprias regras. A principal delas, ser um estilo musical que se estabeleceu como segmento de mercado sem o apoio de grandes gravadoras, estações de rádio ou emissoras de televisão. Para vender sua música, nada do aparato comumente utilizado pela indústria do entretenimento, apenas as aparelhagens de som e os camelôs que vendem discos piratas no centro da cidade.</p>
<p>Dirigido por Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, &#8220;Brega S/A&#8221; é um documentário que pretende retratar esse peculiar fenômeno cultural e social através de personagens como DJ Maluquinho, que se auto-pirateia e enriquece sem precisar de empresário ou gravadora; Marcos Maderito,  o &#8220;Garoto Alucinado&#8221;, que sobrevive de compor tecnobregas para as  turmas e gangues de rua de Belém; Beto Metralha, que toca um programa  de TV inteiro de um quarto nos fundos do quintal de sua casa; e os DJs  Dinho, Ellysson e Juninho, as maiores estrelas do universo das  aparelhagens paraenses.<br />
Notas da produção:</p>
<p>A idéia inicial do filme surgiu no ano de 2003, quando Vladimir Cunha,  um dos diretores do documentário, passou a se envolver com a cena  tecnobrega e as festas de aparelhagem de Belém do Pará. Não só pela  curiosidade em entender melhor a mutação sonora que levou à criação do  gênero como também para compreender a relação entre o barateamento e a  facilidade de acesso à tecnologia e essa nova cadeia de produção e  distribuição que começava a se formar. Uma forma de fazer circular a produção artística local que, progressivamente, foi substituindo o  modelo adotado pelas grande gravadoras.</p>
<p>Depois de quase três anos de pesquisa, somente em 2006 foram iniciadas  as primeiras captações, que terminaram somente em junho de 2009. Sem  leis de incentivo e renúncia fiscal, Vladimir e Gustavo Godinho  passaram, com recursos próprios, a documentar o dia-a-dia de  produtores, músicos e DJs ligados à cena tecnobrega paraense. Com isso, foi possível radiografar toda a cadeia produtiva do tecnobrega: das gravações em estúdios de fundo de quintal ao processo de distribuição através de pirateiros, camelôs e festas de aparelhagem.</p>
<p>De uma certa maneira, Brega S/A tem o mesmo espírito de guerrilha dos artistas tecnobregas. Por não contar com leis de incentivo, o slogan  punk do &#8220;faça você mesmo&#8221;, que permeia o tecnobrega como um todo,  acabou sendo a motivação por trás da realização do filme, que contou  com um orçamento de 3.500 reais e uma equipe reduzida. Além dos  diretores, que trabalharam ainda como diretores de fotografia,  editores e roteiristas, Brega S/A contou apenas com um produtor de  campo, um auxiliar de produção e um técnico de som. Isso porque,  devido à natureza do tema, nenhuma empresa local se interessou em  patrocinar o projeto.</p>
<p>Principais personagens:</p>
<p>DJ Maluquinho &#8211; Natural da cidade de Cametá, a 12 horas de barco de  Belém, Marcos Vieira conheçou o sucesso na primeira metade dos anos  dois mil com a banda de brega Tecnoshow. Após vender mais de cem mil  discos somente na capital paraense, foi à falência, perdeu tudo o que  tinha e passou a viver nas ruas. Foi quando criou o personagem DJ  Maluquinho, um Iggy Pop tecnobrega cujo universo temático gira em  torno do lado pitoresco da periferia de Belém. Maluquinho não tem  gravadora. Faz seus discos em casa, paga do próprio bolso a prensagem  e vende ele mesmo os seus CDs para os camelôs da cidade. Por não  contar com intermediários, conseguiu enriquecer novamente faturando  tanto com a venda de discos quanto com os shows que faz na capital e  no interior do Pará.</p>
<p>Beto Metralha &#8211; Ex-DJ de tecnobrega, Beto Metralha comanda de um  quarto nos fundos do quintal de sua casa uma produtora responsável por  um programa de TV, pela gravação de DVDs de shows e pela produção de  comerciais de televisão, em especial os de festas de tecnobrega,  pagode e forró. Autodidata e sem falar uma palavra em inglês, Beto  aprendeu a mexer em programas como Acid Pro, SoundForge e Fruity  Loops, iniciando assim a sua carreira como DJ e produtor audiovisual.  Atualmente, vive apenas dos programas de TV que produz e dos  comerciais de TV, bem como de vinhetas e  DVDs de artistas de  tecnobrega.</p>
<p>Marcos Maderito &#8211; Gosta de ser chamado de &#8220;O Garoto Alucinado&#8221;. Junto  com Joe &#8211; O Menino das Produções e os DJs Waldo Squash e David Sampler  criou o eletromelody, gênero que mistura o tecnobrega com o eurodance  de artistas como Beny Benassi e Gigi D&#8217;Agostino. Costuma dizer que tem  um campo eletromagnético ao ser redor, que, junto com o espírito de  cantores como Cazuza e Renato Russo, o inspira em suas composições.  Apesar de ter criado um estilo musical que rapidamente se popularizou  em Belém, Maderito sobrevive de compor sob encomenda, fazendo cerca de  10 músicas por semana. Geralmente para turmas e gangues que frequentam  as festas de aparelhagem e que querem ter um tecnobrega, ou  eletromelody, falando de si mesmas.</p>
<p>DJ Dinho &#8211; Um dos pioneiros das festas de aparelhagem em Belém, está  no ramo há quase 30 anos, foi responsável por transformar as festas de  tecnobrega em grandes espetáculos multimídia. Já no final dos anos 90,  criou um conceito de show que misturava discotecagem com telões  gigantescos, paredes de caixas de som e canhões de raio laser e shows.  Se auto-proclamou o &#8220;cacique&#8221; do tecnobrega, inventou a &#8220;subida do  altar sonoro&#8221; (uma plataforma que elevava o DJ sobre a multidão que ia  aos shows) e criou em parceria com Beto Metralha o programa Na  Freqüência na TV, voltado exclusivamente para o público da periferia  que frequenta as suas festas de aparelhagem. Atualmente não ocupa mais  o primeiro lugar na preferência dos fãs de tecnobrega, posição que perdeu para os irmãos Ellysson e Juninho, da aparelhagem Superpop, e luta para voltar a ser o cacique do tecnobrega.</p>
<p>Márcio Vetron &#8211; Morador do bairro do Bengui, um dos mais pobres e  violentos de Belém do Pará, Márcio Vetron é um dos responsáveis por  selecionar e distribuir os últimos lançamentos do tecnobrega entre os  camelôes da cidade. De bicicleta, percorre os estúdios atrás das  novidades e produz, em um computador comprado à prestação, coletâneas  com as composições que acha mais interessantes. Depois, as vende para  os camelôs de Belém, que as reproduzem em milhares de unidades.</p>
<p>DJ Ellysson e DJ Juninho &#8211; São os irmãos por trás do Superpop, a maior  e mais famosa aparelhagem de Belém. Radicalizaram ainda mais a  experiência sensorial multimídia criada por Dinho e caíram no gosto do  público que consome o tecnobrega. Suas apresentações trazem shows  pirotécnicos, truques de mágica e todo o tipo de parafernália  tecnológica, de televisões de plasma e telões de LCD a canhões de luz  e raios laser. Um dos momentos mais esperados das apresentações do  Superpop é quando a aparelhagem &#8220;metralha&#8221; a platéia, literalmente  cuspindo fogo através de dois canhões posicionados nas laterais da  cabine do DJ. Juninho costuma ainda dançar pendurado na armação de  ferro que envolve a aparelhagem e usar, ao final de seus shows, um par  de asas acoplado a um sistema de fogos de artifício. Em média, uma  apresentação do Superpo atrai cerca de dez mil pessoas por noite.</p>
<p>Links:</p>
<p>Nélson Motta comenta a cena tecnobrega de Belém do Pará e o  documentário Brega S/A no Jornal da Globo:</p>
<p><a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM974087-7823" target="_blank">http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM974087-7823</a><br />
TECNOBREGA+TRANFORMA+A+CENA+  MUSICAL+DE+BELEM,00.html</p>
<p>Matéria na BBC News sobre tecnobrega:</p>
<p><a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/click_online/7872316.stm" target="_blank">http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/click_online/7872316.stm</a></p>
<p>Nélson Motta fala sobre a cena tecnobrega em sua coluna para o jornal O Globo:</p>
<p><a href="http://arquivoetc.blogspot.com/2008/11/tecnobrega-revolution-nelson-motta.html" target="_blank">http://arquivoetc.blogspot.com/2008/11/tecnobrega-revolution-nelson-motta.html</a></p>
<p>Matéria de Vladimir Cunha sobre a cena tecnobrega paraense (Revista  Rolling Stone &#8211; Janeiro de 2008):</p>
<p><a href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/16/textos/1562/" target="_blank">http://www.rollingstone.com.br/edicoes/16/textos/1562/</a></p>
<p>Estudo sobre tecnobrega da Fundação Getúlio Vargas é destaque na CNN:</p>
<p><a href="http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=87&amp;Itemid=47" target="_blank">http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=87&amp;Itemid=47</a></p>
<p>Artigo da revista norte-americana XLR8R sobre a cena tecnobrega (fotos  de Gustavo Godinho):</p>
<p><a href="http://www.xlr8r.com/features/2007/04/somewhere-tecnobrega-brazil" target="_blank">http://www.xlr8r.com/features/2007/04/somewhere-tecnobrega-brazil</a></p>
<p>Matéria no site Overmundo sobre o lançamento do livro Tecnobrega: O  Pará Reinventado o Negócio da Música&#8221;, de Ronaldo Lemos e Oona Castro:</p>
<p><a href="http://www.overmundo.com.br/agenda/ronaldo-lemos-e-oona-castro-lancam-livro-sobre-tecnobrega-1" target="_blank">http://www.overmundo.com.br/agenda/ronaldo-lemos-e-oona-castro-lancam-livro-sobre-tecnobrega-1</a></p>
<p>Artigo sobre tecnobrega no site português Remixtures:</p>
<p><a href="http://remixtures.com/2007/04/tecnobrega-o-poder-do-som-das-ruas/" target="_blank">http://remixtures.com/2007/04/tecnobrega-o-poder-do-som-das-ruas/</a></p>
<p>Matéria de Cecília Giannetti (colunista do jornal A Folha de São  Paulo) sobre tecnobrega para o site Portal Literal:</p>
<p><a href="http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/na_midia/index.php?p=24769&amp;more=1&amp;c=1&amp;pb=1" target="_blank">http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/na_midia/index.php?p=24769&amp;more=1&amp;c=1&amp;pb=1</a></p>
<p>Texto sobre tecnobrega no portal da TV Cultura Brasil:</p>
<p><a href="http://www.radarcultura.com.br/node/32896" target="_blank">http://www.radarcultura.com.br/node/32896</a></p>
<p>Brega S/A &#8211; ficha técnica:</p>
<p>Direção, roteiro e edição: Vladimir Cunha e Gustavo Godinho<br />
Direção de fotografia: Gustavo Godinho<br />
Produção executiva: Priscilla Brasil<br />
Produção: Teo Mesquita e Lívia Condurú<br />
Assistente de direção: Rafael Guedes<br />
Auxiliar de produção: Carlos Lobo e Bruno Régis<br />
Assistente de edição: Andre Morbach<br />
Som direto: Fábio Carvalho<br />
Uma produção Greenvision Filmes</p>
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		<title>Brega S/A, finalmente</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 00:06:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 3 de outubro de 2009, na MTV, eu e Vlad finalmente exibiremos o  documentário Brega S/A, sobre a economia do tecnobrega, sua rede de  produção inovadora e mais alguns assuntos que é melhor deixar pra  conhecer na hora.
Desde o início decidimos que esse projeto seria feito sem dinheiro  público. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 3 de outubro de 2009, na MTV, eu e Vlad finalmente exibiremos o  documentário Brega S/A, sobre a economia do tecnobrega, sua rede de  produção inovadora e mais alguns assuntos que é melhor deixar pra  conhecer na hora.</p>
<p>Desde o início decidimos que esse projeto seria feito sem dinheiro  público. Nossa ideia era: se eles podem fazer música na periferia de  Belém sem subsídios de governos, por que não poderíamos fazer um filme  sobre eles da mesma forma? Como nessa última etapa de gravação paramos  tudo pra trabalhar só no filme, estamos à beira da falência, com  contas de celular atrasadas, a grana praticamente chegando ao fim, um  cartão de crédito no limite (American Express, vamos fazer uma  parceria?), mas bastante entusiasmados com os novos caminhos.</p>
<p>O barco só não afunda porque os dispositivos de segurança são  eficientes. Ano passado a Greenvision entrou na jogada. Agora dispomos  de mais equipamentos e aquele display de LED salvador que eu sei que a  Priscilla comprou pra gente. Lobinho Carlos, assistente, filósofo,  cabeludo, inconformado, cavernoso, e Fábio, técnico de som, maquinista  e homem mais indecente do mundo, nos salvam diariamente de grandes  desastres. André Morbach decupou as entrevistas e Brunno Regis editou uma parte do documentário e ainda foi passear em SP pra entregá-lo.  Livia Condurú agendou as entrevistas. Rafael Guedes e Teo Mesquita, não posso esquecer, também fizeram parte dessa equipe, na primeira etapa da produção.  Tantas pessoas ajudaram que não dá nem pra começar a listar.</p>
<p>Essa foi a entrevista que fizemos esta semana com o Beto Metralha, um dos criadores do tecnobrega e atualmente comandante de um estúdio localizado no coração do Jurunas profundo. O Metralha é quem faz a maioria dos comerciais de festas de aparelhagem, forró, baile da saudade exibidos na TV de Belém atualmente, além de dirigir DVDs de artistas populares.</p>
<p><strong>Manhã no estúdio do Beto Metralha </strong>(<strong> </strong>abaixo )</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.greenvision.com.br/2009/brega-sa/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
<p>Gustavo Godinho (editado por Priscilla Brasil)</p>
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